Escravos e o mundo da comunicação: Oralidade, leitura e escrita no século XIX

Escravos e o mundo da comunicação: Oralidade, leitura e escrita no século XIX

Escravos e o mundo da comunicação: Oralidade, leitura e escrita no século XIX

  • EditoraMAUAD X
  • Modelo: 0188425
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  • R$ 44,20

    R$ 52,00
Este livro propõe uma travessia cujo objetivo é desvendar os modos de comunicação dos escravos brasileiros do século XIX: uma viagem que começa nas competências da oralidade e termina nas suas práticas escritas. Cartas, assinaturas nos processos de alforria, poemas diversos, são muitas as provas da capacidade de ler e de escrever dos escravos brasileiros. Entretanto, essa é uma história frequentemente elevada à condição de esquecimento.
Como homens de seu tempo, envoltos em uma atmosfera na qual as letras impressas passam a ocupar lugar central nos ambientes públicos e privados, também os escravos eram leitores de múltiplas naturezas: leitores por saberem efetivamente ler e escrever; leitores por escutarem os textos; leitores, enfim, por saberem o significado das letras impressas e por acompanharem as imagens de suas faces e corpos expostos nos periódicos que circulavam pelos campos e pelas cidades.
Mesmo que a história não tenha dívidas para com o passado, temos cada um de nós dívidas em relação a enorme parcela de homens e mulheres que durante três séculos foram feitos escravos no Brasil. Encobrimos muitas vezes esse processo e fazemos questão de não lembrar. A escravidão se constitui no nosso holocausto. Varremos nossa história para debaixo dos tapetes de nossos esquecimentos. É tempo de falar do cotidiano desses atores sociais que construíram uma existência duradoura em rastros de comunicação que podemos trilhar desvendando o caminho que do passado chega até o presente.
Características
Ano de publicação 2016
Autor Marialva Barbosa
Biografia Este livro propõe uma travessia cujo objetivo é desvendar os modos de comunicação dos escravos brasileiros do século XIX: uma viagem que começa nas competências da oralidade e termina nas suas práticas escritas. Cartas, assinaturas nos processos de alforria, poemas diversos, são muitas as provas da capacidade de ler e de escrever dos escravos brasileiros. Entretanto, essa é uma história frequentemente elevada à condição de esquecimento.
Como homens de seu tempo, envoltos em uma atmosfera na qual as letras impressas passam a ocupar lugar central nos ambientes públicos e privados, também os escravos eram leitores de múltiplas naturezas: leitores por saberem efetivamente ler e escrever; leitores por escutarem os textos; leitores, enfim, por saberem o significado das letras impressas e por acompanharem as imagens de suas faces e corpos expostos nos periódicos que circulavam pelos campos e pelas cidades.
Mesmo que a história não tenha dívidas para com o passado, temos cada um de nós dívidas em relação a enorme parcela de homens e mulheres que durante três séculos foram feitos escravos no Brasil. Encobrimos muitas vezes esse processo e fazemos questão de não lembrar. A escravidão se constitui no nosso holocausto. Varremos nossa história para debaixo dos tapetes de nossos esquecimentos. É tempo de falar do cotidiano desses atores sociais que construíram uma existência duradoura em rastros de comunicação que podemos trilhar desvendando o caminho que do passado chega até o presente.
Edição 1
Editora MAUAD X
ISBN 9788574788425
Páginas 176

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