Convidado Desconhecido, O

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Olivier Cadiot nos faz mergulhar no magistral delírio de um mordomo que, para desempenhar suas tarefas, ou por tentar desempenhá-las, apoia-se numa construção psíquica insensata cuspindo fogo para todos os lados. Cada uma das cenas de sua vida cotidiana (refeições onde os incidentes se sucedem numa velocidade estonteante, a formação “militar” dos criados sob sua responsabilidade, fantasiosas perseguições em jardins e florestas com toques de hiperrealismo, etc.) é para este personagem-narrador a ocasião de aperfeiçoar sua engenhosa e ameaçadora metralhadora giratória, calcada no imaginário das histórias de espionagem, com destaque para a organização metódica da sobrevivência num mundo hostil, sem esquecer a parafernália de praxe: microcâmeras, microfones ocultos, passagens secretas, armas brancas mortais, além das inevitáveis Aston Martins.

O livro em sua totalidade, cena pós cena, capítulo após capítulo, apresenta o monólogo interior no qual o mordomo (ganha um troféu quem descobrir se o narrador é mordomo ou espião) descreve e comenta seus atos e o ambiente no qual os comete. O que faz com que o leitor fique atônito, como que no gargarejo de uma alucinada platéia ou por detrás de uma câmera captando desvairadas imagens e sons vindos de todas as direções, um giroscópio trabalhando diuturnamente em 360º. Mais ainda do que no espírito do personagem-narrador, instalamo-nos no interior de seu discurso. Em seu abissal jorro de palavras estão contidas reflexões, crítica social, referências umbilicais: cinema, publicidade, música, literatura, grafismos, tudo está a serviço do ferino, por vezes cáustico, mas sempre obsessivo estilo narrativo deste multiartista das letras francesas.
Características
Ano de publicação 2000
Autor OLIVIER CADIOT
Biografia Olivier Cadiot nos faz mergulhar no magistral delírio de um mordomo que, para desempenhar suas tarefas, ou por tentar desempenhá-las, apoia-se numa construção psíquica insensata cuspindo fogo para todos os lados. Cada uma das cenas de sua vida cotidiana (refeições onde os incidentes se sucedem numa velocidade estonteante, a formação “militar” dos criados sob sua responsabilidade, fantasiosas perseguições em jardins e florestas com toques de hiperrealismo, etc.) é para este personagem-narrador a ocasião de aperfeiçoar sua engenhosa e ameaçadora metralhadora giratória, calcada no imaginário das histórias de espionagem, com destaque para a organização metódica da sobrevivência num mundo hostil, sem esquecer a parafernália de praxe: microcâmeras, microfones ocultos, passagens secretas, armas brancas mortais, além das inevitáveis Aston Martins.

O livro em sua totalidade, cena pós cena, capítulo após capítulo, apresenta o monólogo interior no qual o mordomo (ganha um troféu quem descobrir se o narrador é mordomo ou espião) descreve e comenta seus atos e o ambiente no qual os comete. O que faz com que o leitor fique atônito, como que no gargarejo de uma alucinada platéia ou por detrás de uma câmera captando desvairadas imagens e sons vindos de todas as direções, um giroscópio trabalhando diuturnamente em 360º. Mais ainda do que no espírito do personagem-narrador, instalamo-nos no interior de seu discurso. Em seu abissal jorro de palavras estão contidas reflexões, crítica social, referências umbilicais: cinema, publicidade, música, literatura, grafismos, tudo está a serviço do ferino, por vezes cáustico, mas sempre obsessivo estilo narrativo deste multiartista das letras francesas.
Editora ESTAÇÃO LIBERDADE
ISBN 9788574480336
Páginas 168

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