Veja nossas notícias e saiba de todas as novidades.
Olá, visitante. Acesse sua conta ou cadastre-se.
Afinidades Seletivas

Afinidades Seletivas

Fora de estoque
 
R$58,00 R$55,10
Modelo: Impresso
Edição: 0
Ano de publicação: 0
Número de páginas: 0
ISBN: 9788585934880
Editora: BOITEMPO
Sinopse Autor Comentários (0)
Nos textos escolhidos pelo cientista político e escritor brasileiro Emir Sader para compor este Afinidades seletivas, produzidos no período de pouco mais de uma década, Anderson polemiza com as posições de autores tão distintos como Isaiah Berlin (no artigo “O Pluralismo de Berlin”), John Rawls (“Uma Teoria da Injustiça”), Marshall Berman (“Modernidade e Revolução”) e Isaac Deutscher (“O Legado de Deutscher”). Além destes, ele também ilumina as teorias de Antonio Gramsci (“As Antinomias de Gramsci”), Michael Mann (“A Sociologia do Poder”) e Roberto Mangabeira Unger (“A Política de Engrandecimento”). Anderson nunca evitou enfrentar intelectuais conservadores e, em “A Direita Intransigente no Fim do Século”, polemiza com Friedrick von Hayek, um dos papas do neoliberalismo. Um dos pontos altos de Afinidades seletivas é o diálogo crítico estabelecido entre Anderson e Norberto Bobbio, incluindo a instigante troca de correspondência entre eles, o que constitui um pequeno “dossiê Norberto Bobbio” dentro do livro. O primeiro texto, “As Afinidades de Bobbio”, foi escrito em 1988 a partir da constatação de que a obra do filósofo italiano era pouco conhecida no mundo anglo-saxão. Anderson também foi motivado pela tradução para o inglês, em 1987, dos dois principais livros de Bobbio: Que Socialismo? (1976) e O Futuro da Democracia (1983). Também selecionado por Emir Sader para Afinidades seletivas, “O Sentido da Esquerda”, publicado em 1996 por Anderson, é a crítica de uma das mais célebres teses defendidas por Bobbio: Direita e Esquerda - Razões e Significados de uma Distinção Política, lançado durante a campanha eleitoral italiana de 1994, em que ele discute o alegado fim da dicotomia direita x esquerda. O texto provocou um réplica de Bobbio (“No Começo da História”), publicada em 1998, e dois meses depois um tréplica de Anderson, debate incluído na íntegra neste livro. Em sua apresentação para o livro, Emir Sader lembra que Anderson é herdeiro da riqueza e do rigor da historiografia inglesa. “Aquela de Hobsbawn, de Thompson, de Carr, de Isaac Deutscher, de Maurice Dobb, entre outros, ela mesma a corrente de mais peso dentro do marxismo na segunda metade do século”, escreve ele. “Herdou também a capacidade analítica e crítica do melhor marxismo – de Marx a Gramsci, passando por Lênin, Trotsky, Lukács e Sartre. Soube assim aliar a história à política, a economia à crítica cultural. E este é justamente o filão mais rico do marxismo, como método de desvendamento e de transformação da realidade.” Sobre o autor Perry Anderson, nascido em 1938, é um dos mais influentes pensadores socialistas da atualidade, integrante da Nova Esquerda inglesa, no final dos anos 50. Começou a colaborar com a revista New Left Review em 1961, tornando-se seu editor no ano seguinte, cargo que ocupou por duas décadas. A publicação – que rompia com as tradições stalinistas adotadas por grande parte da esquerda na época – não tratava apenas de política, mas editava ensaios sobre cinema, literatura, filosofia e cultura, uma visão pluralista que sempre marcou a carreira de Perry Anderson. Depois de quase 20 anos afastado, Anderson reassumiu a direção da revista no início de 2000, publicando o editorial "Retomadas", sobre o neoliberalismo e nova correlação de forças no mundo sob a consolidada hegemonia norte-americana. As principais obras de Anderson são Passages from Antiquity to Feudalism (1974), Lineages of the Absolutist State (1974),Considerations on Western Marxism (1976), Arguments within English Marxism (1980) e Zona de Conflito (1992), que inclui o célebre ensaio "O Fim da História - De Hegel a Fukuyama". Em recente entrevista ao professor Harry Kreisler, da Universidade de Berkeley, parte da série “Conversas com a História”, Anderson falou sobre sua formação intelectual e se referiu aos dois componentes principais do ambiente intelectual em que foi criado: o cultural e o econômico: “Eu tinha uma preferência pela política num sentido um pouco mais tradicional. Os marxistas não eram tão competentes na discussão da vida política em si, não a cultura, não a economia, mas a história do Estado e a das idéias políticas. Eu sentia que faltava alguma coisa nessas duas áreas. E foi nelas que fundamentalmente eu me concentrei”, disse Anderson. “Se você me perguntar qual a ênfase da minha obra, eu diria que foram as transformações da autoridade política, de um lado as estruturas de Estado, e uma tentativa de vê-las de uma ampla perspectiva internacional e comparativa. E de outro, quais foram os grandes momentos, aventuras e desventuras dos diferentes corpos de idéias políticas que acompanharam essas transformações históricas”, disse o autor. Em sua trajetória, Anderson nunca deixou de marcar suas posições frente às questões atuais. Nos movimentos antiglobalização ele vê uma forte reação popular às forças economicamente dominantes neste início de século. “As ações em Seattle, em Praga e em Quebec marcam o provável início de uma tentativa, uma tentativa muito consciente dos jovens, dos sindicalistas e outros, dos cidadãos interessados em muitas partes do mundo, de se reunir para tentar dar um basta às operações incontroladas do capitalismo”, afirma Anderson.
Livros
Autor PERRY ANDERSON

Fazer um comentário

Seu Nome:


Seu Comentário: Obs: Não há suporte para o uso de tags HTML.

Avaliação: Ruim            Bom

Digite o código da imagem:



Tags:

Logotipos de meios de pagamento do PagSeguro
Desenvolvimento
Murillo Camargo & Doble
MauadX © 2012 - Todos os direitos reservados
Avaliação de Lojas e-bit