Jogo de Búzios Na Tradição do Candomblé

Jogo de Búzios Na Tradição do Candomblé

Jogo de Búzios Na Tradição do Candomblé

  • EditoraPALLAS
  • Modelo: 61-0165
  • Disponibilidade: Em estoque
  • R$ 27,06

    R$ 33,00
A presente obra tem um grande valor para os estudiosos da cultura afro-brasileira por dois motivos. Primeiro por tratar do jogo de búzios como é praticado no candomblé de nação angola. A grande notoriedade alcançada no Brasil pelas tradições de origem iorubá, concretizadas no candomblé nagô, contribuiu grandemente para a criação de uma imagem distorcida das tradições de origem banta, como é o caso do candomblé angola. No campo específico dos oráculos, a maioria dos estudiosos explorou o jogo de búzios nagô, que é o dos odus, relegando ao esquecimento as práticas divinatórias da nação angola. Assim, este livro vem preencher uma lacuna no conhecimento de nossas tradições. A segunda razão pela qual a obra é valiosa deve-se ao fato de não resultar de pesquisa acadêmica e sim de experiência pessoal na religião. Com efeito, seu autor é zelador-de-santo, com roça de candomblé de nação angola na cidade do Rio de Janeiro, e herdou seu conhecimento de três gerações de praticantes religiosos. Sua linhagem começou, no Brasil, com sua bisavó, escrava vinda de Angola para trabalhar na lavoura. Dedicada à religião dos ancestrais africanos, ela transmitiu seus conhecimentos à filha, que, por sua vez, também os passou a seus descendentes. Dessa forma, podemos encarar o jogo aqui descrito como um registro fiel da reconstrução, em terras brasileiras, de oráculos africanos, conforme foi feita pelas pessoas comuns que viveram esse processo ao longo dos últimos séculos. Os interessados no assunto estão em débito para com o tata-de-inquice Robson de Tempo, pelo desprendimento com que ele se dispôs a compartilhar seu conhecimento, não se prendendo a considerações egoístas acerca da conveniência de conservar seu segredo para preservar seu poder. Finalmente, desejamos ressaltar que esta obra não dá a ninguém a habilitação para tornar-se um adivinho. Ela apenas mostra os pontos de referência gerais, o lado técnico do jogo. No entanto, o olhador, embora necessite desse conhecimento, se forma realmente pela iniciação e pela vivência religiosa, que lhe permitirão cultivar e desenvolver a intuição, além de estabelecer os laços com as divindades, indispensáveis para a prática oracular.
Características
Ano de publicação 2007
Autor ROBSON DE TEMPO
Biografia A presente obra tem um grande valor para os estudiosos da cultura afro-brasileira por dois motivos. Primeiro por tratar do jogo de búzios como é praticado no candomblé de nação angola. A grande notoriedade alcançada no Brasil pelas tradições de origem iorubá, concretizadas no candomblé nagô, contribuiu grandemente para a criação de uma imagem distorcida das tradições de origem banta, como é o caso do candomblé angola. No campo específico dos oráculos, a maioria dos estudiosos explorou o jogo de búzios nagô, que é o dos odus, relegando ao esquecimento as práticas divinatórias da nação angola. Assim, este livro vem preencher uma lacuna no conhecimento de nossas tradições. A segunda razão pela qual a obra é valiosa deve-se ao fato de não resultar de pesquisa acadêmica e sim de experiência pessoal na religião. Com efeito, seu autor é zelador-de-santo, com roça de candomblé de nação angola na cidade do Rio de Janeiro, e herdou seu conhecimento de três gerações de praticantes religiosos. Sua linhagem começou, no Brasil, com sua bisavó, escrava vinda de Angola para trabalhar na lavoura. Dedicada à religião dos ancestrais africanos, ela transmitiu seus conhecimentos à filha, que, por sua vez, também os passou a seus descendentes. Dessa forma, podemos encarar o jogo aqui descrito como um registro fiel da reconstrução, em terras brasileiras, de oráculos africanos, conforme foi feita pelas pessoas comuns que viveram esse processo ao longo dos últimos séculos. Os interessados no assunto estão em débito para com o tata-de-inquice Robson de Tempo, pelo desprendimento com que ele se dispôs a compartilhar seu conhecimento, não se prendendo a considerações egoístas acerca da conveniência de conservar seu segredo para preservar seu poder. Finalmente, desejamos ressaltar que esta obra não dá a ninguém a habilitação para tornar-se um adivinho. Ela apenas mostra os pontos de referência gerais, o lado técnico do jogo. No entanto, o olhador, embora necessite desse conhecimento, se forma realmente pela iniciação e pela vivência religiosa, que lhe permitirão cultivar e desenvolver a intuição, além de estabelecer os laços com as divindades, indispensáveis para a prática oracular.
Edição 1
Editora PALLAS
ISBN 9788534704052
Páginas 210

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