Trajetórias das desigualdades

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Trajetórias das desigualdades

  • EditoraUNESP
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Tema inesgotável da agenda pública, o debate sobre a desigualdade no Brasil é objeto de paixões desenfreadas. Discussões impetuosas, travadas ao sabor das conveniências de ocasião, quase sempre turvam diagnósticos abrangentes e necessários para a compreensão desse fenômeno.
Esta obra navega em direção contrária e procura caminhar além do terreno da especulação. Os catorze ensaios aqui reunidos descrevem um panorama denso e complexo das trajetórias das desigualdades de 1960 a 2010. Além do rigor conceitual e da perspectiva ampliada, os autores partilham como ponto de partida a fidelidade aos dados estatísticos das seis edições dos
Censos Demográficos produzidos pelo IBGE no período. Divididos em cinco eixos centrais – participação política; educação e renda; políticas públicas; demografia; mercado de trabalho –, os textos sistematizam a análise de um recorte da história brasileira bastante distinto econômica e politicamente.Em cinco décadas, um país rural, de uma realidade empobrecida distribuída quase homogeneamente em seu território, em que apenas 20% dos jovens com até 15 anos estudavam até quatro anos, tornou-se um Brasil urbano, de acesso quase universal ao ensino fundamental e com onze anos a mais de expectativa de vida média.
Os estudos revelam que afirmações clássicas,como a de que o país viveu uma “inaceitável
estabilidade” da desigualdade, não encontram respaldo nas estatísticas. Houve uma inequívoca queda nos aspectos mais inadmissíveis das assimetrias. Foi sensivelmente reduzida a distância entre a maioria desfavorecida em diversas dimensões e uma casta da população privilegiada. O fim do regime militar e a democratização convergiram com o início de um período de recuo acelerado nos níveis de pobreza, bem como nas diferenças de acesso a serviços.Tal conclusão não implica que sejamos hoje um país igualitário. As desigualdades constituem ainda elementos centrais da nossa realidade, como mostram os diversos dados de 2010 sobre a situação das mulheres e dos negros. A questão é que sua qualidadese alterou.
Características
Ano de publicação 2015
Autor MARTA ARRETCHE (ORG.)
Biografia Tema inesgotável da agenda pública, o debate sobre a desigualdade no Brasil é objeto de paixões desenfreadas. Discussões impetuosas, travadas ao sabor das conveniências de ocasião, quase sempre turvam diagnósticos abrangentes e necessários para a compreensão desse fenômeno.
Esta obra navega em direção contrária e procura caminhar além do terreno da especulação. Os catorze ensaios aqui reunidos descrevem um panorama denso e complexo das trajetórias das desigualdades de 1960 a 2010. Além do rigor conceitual e da perspectiva ampliada, os autores partilham como ponto de partida a fidelidade aos dados estatísticos das seis edições dos
Censos Demográficos produzidos pelo IBGE no período. Divididos em cinco eixos centrais – participação política; educação e renda; políticas públicas; demografia; mercado de trabalho –, os textos sistematizam a análise de um recorte da história brasileira bastante distinto econômica e politicamente.Em cinco décadas, um país rural, de uma realidade empobrecida distribuída quase homogeneamente em seu território, em que apenas 20% dos jovens com até 15 anos estudavam até quatro anos, tornou-se um Brasil urbano, de acesso quase universal ao ensino fundamental e com onze anos a mais de expectativa de vida média.
Os estudos revelam que afirmações clássicas,como a de que o país viveu uma “inaceitável
estabilidade” da desigualdade, não encontram respaldo nas estatísticas. Houve uma inequívoca queda nos aspectos mais inadmissíveis das assimetrias. Foi sensivelmente reduzida a distância entre a maioria desfavorecida em diversas dimensões e uma casta da população privilegiada. O fim do regime militar e a democratização convergiram com o início de um período de recuo acelerado nos níveis de pobreza, bem como nas diferenças de acesso a serviços.Tal conclusão não implica que sejamos hoje um país igualitário. As desigualdades constituem ainda elementos centrais da nossa realidade, como mostram os diversos dados de 2010 sobre a situação das mulheres e dos negros. A questão é que sua qualidadese alterou.
Edição 1
Editora UNESP
ISBN 9788539305667
Páginas 490

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